Ìbọrí: Aula Magna com Araba Awo Ilobu

O Departamento de Educação e Desenvolvimento Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Ìlú Akin Produções convidam a comunidade para a segunda edição do evento Outras Ontologias que neste ano tem como proposta tratar sobre o: Ìbọrí – O cuidar espiritual do assento cognitivo humano.

A atividade, inteiramente on-line, será composta por uma aula magna estruturada em forma de roda de conversa com a presença de uma das maiores autoridades culturais religiosas nigerianas e do povo yorùbá: Araba Awo Ilobu do estado de Ọ̀ṣun, Babalawo Ifaniyi Alade Ojo. Participarão também: Íyálorişa Ana de Ọ̀ṣún (Brasília – DF), Íyálorişa Silvana Atitun (Recôncavo – Bahia) e Baba Diba de Iyemonja (Porto Alegre – RS) . A mediação ficará a cargo do professor Mawo Adelson de Brito (Recôncavo Bahia).

A atividade também contará com as apresentações artísticas de Nina Fola, Gabi Guedes, Mateus Aleluia e do grupo Afoxé Odô Iyá.

O evento ocorrerá a partir das 19 horas do dia 08 de dezembro (terça-feira) em nosso canal do YouTube. Clique no ícone ao lado e não perca!

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Palestrante:

Araba Awo Ilobu

(Ìlobu, Ọ̀ṣun Nigéria)

Do estado de Ọṣun, Babalawo Ifaniyi Alade Ojo é o atual sumo sacerdote (Araba) da cidade de Ilobu, seguindo a tradição milenar. Nascido no culto tradicional de Orixá da família de Aṣọ́ọ̀ṣà “Aṣọ́ Òrìṣà” – o guardião de Orixás – na cidade de Ilobu (uma das regiões mais tradicionais de estudos e culto de Ifá e Orixá,  localizada no estado de Ọ̀ṣun, Nigéria), teve como seu primeiro mestre seu avô paterno, Sr. Ojo Apojojo, que era o sumo sacerdote da cidade de Ilobu à época. O Babalawo Ifaniyi aprofundou seus estudos com vários mestres importantíssimos na terra Yorùbá.

Participação especial:

Íyáloriṣa Ana de Ọ̀ṣún

(Brasília – DF)

Enfermeira , especialista em  cirurgia de alta complexidade,  mestra em ciências da saúde. Docente de disciplinas das faculdades  de saúde. Iniciada para Ọ̀ṣún em Salvador-Ba. Hoje Sacerdotisa do Ìlé àşé Omi Layó em Santa Maria – DF.

Íyáloriṣa Silvana Atitun

(São Gonçalo dos Campos – BA)

Oruko no Axé: Silvana Atitun

Sou filha biológica do Mawo Adelson de Ebonmi Mariá que também é iniciado no Culto à Ancestralidade, que aqui no nosso pais é denominado de Candomblé.

Sou iniciada para Ossain no Ile Axe Iya Omin Ode pela Iyalorixa Araunde, de quem também recebi o deká na comemoração de minhas obrigações.

O servir a Òrìṣà, é um dom que a gente traz do Orun no momento do nascimento.

Aprendo com muitas pessoas, mais velhos e mais novos, dentre as quais eu destaco meu pai biológico o Mawo Adelson sempre um mentor e uma inspiração por sua Sabedoria.

Baba Diba de Iyemonja

(Porto Alegre – RS)

Babalorisa, Sanitarista, Coordenador Nacional  da Renafro Saude e Diretor Fundador do Africanamente, Pres Conselho do Povo de Terreiro do RS.

Prof. Mawo Adelson de Brito

(São Gonçalo dos Campos – BA)

Oruko no Axé: Mawo Adelson. Jeje Savalu: Confirmado Ogan de Nana, no Hunkpame Savalu Vodun Zo Xwe (Terreiro Vodun Zo) e elevado a condição de Mawo da Casa de Azonsù. Trineto de Xanxa de Ogun, Iyalorixá conhecida e respeitada da cidade de São Gonçalo dos Campos, Recôncavo Baiano.

Tive minha confirmação Afro-Sacerdotal no terreiro Jeje-Savalú, Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe, (ou Terreiro Vodun Zo) pelas mãos do Doté Amilton de Sogbo. Esse terreiro está localizado no Curuzú, emblemático espaço urbano negro no bairro da Liberdade. Nesse mesmo templo fui elevado ao cargo de Mawo da Casa de Azansún. que é uma instituição da conjunção Vodun-Nagô Vodun da nação Savalú.

Professor-Mestre de Física do Departamento de Radiologia do Centro Universitário Estácio-FIB.

Artistas convidados:

Nina Fola

(Porto Alegre – RS)

Mulher negra, mãe e de terreiro. Socióloga, Mestra e Doutoranda em Sociologia cotista no PPGS UFRGS. Especialista em debates sobre racismo estrutural e religioso. Movimentos de mulheres negras e de terreiro. Cantora, compositora, percussionista e produtora AfroEntes. Atinuke – coletivo sobre o pensamento de mulheres negras.

Mateus Aleluia

(Cachoeira – BA)

Mateus Aleluia é brasileiro natural de Cachoeira, na Bahia. Autor e compositor popular, cantor e instrumentista, pesquisador afro barroco, remanescente do grupo vocal “Os Tincoãs”. Em 2020 celebra 50 anos de trajetória artística-musical tendo como enredo principal nos seus trabalhos o cruzamento de culturas que marcam a cultura baiana, ressaltando como o fio condutor deste processo a cultura e  a história da África.

Gabi Guedes

(Salvador – BA)

Considerado um dos mais importantes percussionistas do Brasil, Gabi Guedes, nasceu em Alto do Gantois, Bahia. Com pouco mais de 10 anos de idade, iniciou seus estudos de percussão com Alabês do Terreiro de Gantois.

Já tocou com grandes artistas nacionais e internacionais, tendo realizado turnês em diversos países. Criou ritmos e trilhas sonoras para grandes espetáculos. Na França, publicou o livro “Brésil Afro-Roots” com transcrições de ritmos do Candomblé.

Atualmente, Gabi Guedes é o principal percussionista da Orkestra Afro-jazz Rumpilezz,  dirige um trabalho de musica instrumental (PRADARRUM), é percussionista da banda base daJam no Museu de Arte Moderna e ministra aulas e workshops de percussão.

Afoxé Odô Iyá

(Maceió – AL)

O Afoxé Odô Iyá é o primeiro afoxé do estado, se destaca no reconhecimento dos saberes transmitidos de pai para filho, geração após geração, que culminam em tradições capazes de resistir ao tempo e ao preconceito para finalmente se firmar na nomenclatura afro-brasileira, suas ações colaboram para o reconhecimento da beleza e da estética negra proporcionando uma auto estima muitas vezes inédita na vida dos jovens integrantes.

O objetivo do grupo não é apenas formar artistas, mas contribuir para a formação de cidadãos conhecedores de seus direitos e de sua identidade. No Odô Iyá não se faz apenas música ou dança, mas se investe na formação de pessoas.

São vinte  anos de atuação com o espetáculos diversos que circulam das grotas aos teatros. Com um currículo de ações diversificadas, onde a tônica do trabalho tem desenvolvido um conceito singular, usando coreografias, arranjo e cantos muitas vezes autorais, o grupo tem conquistado diversos públicos.

Ficha técnica:

Apoio Técnico

Andressa Ferreira

Naentrem Sanca

Gutcha Ramil

Felipe Merker Castellani


Produção


Andressa Ferreia

Ìdòwú Akínrúlí

 


Apoio Institucional


The Nigerian Community in Bahia

AYA – Laboratório de Estudos Pós-Coloniais e Decoloniais (UDESC/FAED)

UDESC

Instituto Ella

Mulherismo Africana

Ponto de Cultura Áfricanamente

Ile aṣẹ Yemọnja omi olodo

 

Realização

Departamento de Educação e Desenvolvimento Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul


ÌLÚ Akin Produções